
Lendo uma notícia do jornal A Tarde (clique aqui para ler a notícia na íntegra), mais uma vez a antitese deste ideal salta aos olhos. O jornal informa que o prazo de entrega da prestação de contas dos gastos com educação, referentes a 2008, deveriam ser entregues hoje, 30 de abril, ao FNDE, mas que mais de 3.000 munícipios ainda não haviam feito.
Ingenuamente recorro ao argumento de que o brasileiro deixa tudo para a última hora. A outra opção é de que estes munícipios são incapazes de comprovar a destinação dos recursos recebidos.
Olhando para o histórico de denúncias sobre desvio, mal uso, ou simplemente roubo de recursos da educação, não fica difícil optar pela segunda alternativa.
Me pergunto de onde vem o prazer mórbido de privar pessoas da oportunidade, para maioria a única, de saírem da pobreza e da ignorância. Qual a origem da perversão de assistir uma criança desistir de estudar por não ter o que comer. Que tipo de personalidade doentia que se refastela enquanto outros , depoise de estudarem anos a fio, trabalham três turnos para ganharem um salário que mal paga o vale-transporte mensal, quiçá uma passagem aérea.
E nós... E nós continuamos votando...



