
- O Deputado Sérgio Moraes (PTB-RS) declara estar “se lixando para a opinião pública” no caso do também deputado Edmar Moreira (o do Castelo) – Sérgio Moraes é relator do processo que investiga Edmar Moreira;
- No GDF o plano de reposição das aulas, conseqüência da campanha salarial deste ano, esta sendo um fracasso.
A princípio parecem assuntos distintos e sem conexão, mas olhemos melhor...
Um ocupante de cargo eletivo dizer que a opinião pública não importa é prova inconteste de que ele é representante de si mesmo, não da coletividade que o elegeu, e como representante de si pode fazer o que lhe aprouver. É a elevação institucional do interesse individual sobre o coletivo.
Olhemos o outro ponto.
A reposição das aulas perdidas durante a campanha salarial dos professores do GDF (não chamo de greve, já que a única reivindicação era salarial) mostrou-se em seu primeiro dia como um fracasso. Quase nenhum aluno compareceu. Os motivos são muitos, o dia da reposição foi no sábado, dia para o qual o passe estudantil é invalido; a presença era facultativa; e o mais estranho, os professores divulgaram encarar essa reposição como “reforço”. Deste jeito não há aluno que se dê o trabalho de sair de casa. Em reportagens na TV os alunos, quase em uníssono, declaravam que eles seriam os únicos prejudicados... parecem estar com a razão. Aparentemente mais uma sobreposição dos interesses individuais de uma classe sobre os da coletividade.
Em outras palavras, o principio do bem comum, do coletivo sobre o individual, foi solapado pelo individualismo e egocentrismo...
Estes dois exemplos são exemplos do corporativismo perverso, que se traveste de defesa dos direitos de um grupo, mas nada mais é do que a defesa de interesses individuais e egoístas, e “que se dane o resto”.

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